Como trabalho

O modelo operacional por trás dos projetos: seis etapas, cada uma com um propósito, um conjunto de atividades, os artefatos que produz e o resultado que precisa entregar.

  1. Etapa 01

    Alinhar

    Estabelecer para que serve o projeto, quem decide e o que significa sucesso, antes de qualquer compromisso.

    Atividades

    • Estruturar o kickoff e alinhar expectativas, escopo e objetivos com o cliente.
    • Identificar stakeholders, decisores e o caminho de escalonamento.
    • Confirmar compromissos frente ao Statement of Work (SOW).

    Artefatos

    • Material de kickoff
    • Mapa de stakeholders
    • Escopo e objetivos acordados

    Resultado esperado

    Todos concordam sobre o mesmo escopo, os mesmos critérios de sucesso e o mesmo caminho de decisão.

  2. Etapa 02

    Planejar

    Transformar a intenção acordada em um cronograma que mostre dependências e caminho crítico, para que as datas signifiquem algo.

    Atividades

    • Conduzir discovery técnico-funcional para levantar requisitos de negócio e técnicos.
    • Decompor o escopo e montar o cronograma, mapeando marcos, dependências e caminho crítico.
    • Dimensionar o time e confirmar a viabilidade técnica com as áreas de engenharia.

    Artefatos

    • Resultados do discovery
    • Cronograma em MS Project
    • Baseline de escopo
    • Plano de marcos

    Resultado esperado

    Um plano que sobrevive ao contato com a realidade, porque suas dependências foram explicitadas desde o início.

  3. Etapa 03

    Executar

    Entregar de forma incremental mantendo o plano geral íntegro, ajustando o modelo ao ambiente.

    Atividades

    • Aplicar modelo híbrido: planejamento estruturado com entregas incrementais, ou waterfall integral quando o ambiente exigir.
    • Coordenar times multifuncionais e distribuídos, incluindo áreas técnicas, de operações e stakeholders regionais.
    • Liderar por influência em estruturas matriciais e com fornecedores externos.

    Artefatos

    • Plano de entrega
    • Checklists de release e go-live
    • Mapa de integrações

    Resultado esperado

    O trabalho avança sem o plano se descolar, e times sem linha de reporte direto seguem na mesma direção.

  4. Etapa 04

    Controlar

    Detectar risco, desvio de escopo e atraso em dependências antes que atinjam a data de entrega.

    Atividades

    • Manter o RAID: riscos, premissas, problemas e dependências.
    • Identificar, analisar e mitigar riscos; controlar mudanças de escopo.
    • Acompanhar cronograma, custo, recursos e aderência a SLA.

    Artefatos

    • Log de RAID
    • Registro de controle de mudanças
    • Planilhas estruturadas de status

    Resultado esperado

    Os problemas aparecem enquanto ainda há tempo de agir sobre eles.

  5. Etapa 05

    Comunicar

    Manter diretoria e times de entrega trabalhando com a mesma visão, em uma cadência confiável.

    Atividades

    • Status reports e reuniões de progresso semanais com stakeholders internos e clientes.
    • Steering committees mensais com a diretoria.
    • Atuar como ponto principal de comunicação entre clientes, times internos e áreas de negócio.

    Artefatos

    • Status report semanal
    • Material de steering committee
    • Registro de escalonamentos

    Resultado esperado

    Nenhum stakeholder é surpreendido, porque a má notícia viaja tão rápido quanto a boa.

  6. Etapa 06

    Handover

    Encerrar o projeto de modo que a operação que o herda consiga seguir sem o time de projeto.

    Atividades

    • Consolidar documentação técnica e funcional completa.
    • Conduzir transição estruturada para a área de operação ou Customer Success.
    • Confirmar que o time receptor consegue sustentar os compromissos de SLA.

    Artefatos

    • Pacote de handover
    • Documentação técnica
    • Base para continuidade operacional

    Resultado esperado

    Risco e retrabalho pós go-live caem, porque nada fica apenas na cabeça do gerente de projetos.